Doenças


Dentição


Ao contrário das pessoas a cárie dentária é uma doença relativamente rara em cães e gatos. Nestes animais é mais comum a doença periodontal (doença da área envolvente ao dente). A doença começa com a formação de placa constituída por restos de comida, bactérias e saliva. A proliferação bacteriana agride a gengiva e um halo vermelho poderá ser observado na base do dente numa fase inicial. Posteriormente, a placa é substituída por uma substância mineral-tártaro.

Se o processo não for interrompido, a inflamação progride resultando na destruição das raízes do dente, perda de apetite e mau hálito.

Dermatofitose (Tinha)

A Tinha é uma infecção cutânea causada por uma de várias espécies de fungos, chamados de dermatófitos. Estes fungos são divididos em 3 grupos ecológicos distintos de acordo com o seu habitat preferencial:

- Zoofílicos: São fungos que infectam preferencialmente os animais, mas que pode também provocar doença em humanos. Pertencem a este grupo as espécies Microsporum canis e Trichophyton mentagrophytes.

- Antropofílicos: Fungos normalmente restritos a seres humanos e que raramente causam doenças em animais domésticos.

- Geofílicos: Espécies que habitam normalmente no solo e em matéria vegetal em decomposição mas que podem ocasionalmente infectar animais domésticos.

Qual é o grupo de fungos habitualmente responsável pela doença em animais domésticos?

As espécies zoofílicas são as mais frequentemente implicadas em casos animais de Dermatofitose.

Como ocorre a transmissão dos fungos?

Os fungos zoofílicos perderam a capacidade de sobreviver por longos períodos de tempo no meio ambiente, pelo que, normalmente a transmissão ocorre por contacto com um animal infectado, ou por contacto com pelos ou escamas de pele desse animal.

O material de escovagem de pelo pode ser uma importante fonte de contaminação de Dermatofitose.

DRP - Doença Renal Poliquística

Esta doença é caracterizada pela presença de quistos no parênquima renal (córtex e medula). A doença afecta sobretudo os gatos Persas e origina invariavelmente insuficiência renal crónica.

A DRP é hereditária e como tal os gatos afectados não deverão ser utilizados para fins reprodutivos.

FelV - Leucemia (ou Leucose) Felina

A leucemia felina é uma doença infecto-contagiosa, crónica, transmitida por um vírus, designado por Vírus da Leucemia Felina.
As principais formas de contágio são o contacto com a saliva e as secreções nasais de animais infectados com o vírus. Assim, o contacto físico entre animais (lutas, mordeduras, lambeduras) e a partilha de objectos (comedouros, bebedouros, brinquedos, liteiras) são as formas de contágio mais frequentes. Todas estas situações são consideradas "comportamentos de risco".

As outras formas de contágio mais raras são a transmissão da doença através da placenta, do leite materno e através de contacto sexual.

FIV / IDF - Imunodeficiência Felina

A imunodeficiência felina (IDF) foi diagnostica pela 1ª vez em gatos, em 1986. O vírus responsável pela doença é um retrovírus da família do vírus da SIDA humana (HIV). No entanto a IDF ocorre apenas em gatos sendo esta transmitida através da saliva.

A doença é mais comum nos machos não castrados que circulam em ambientes exteriores. Pois, estes estão mais expostos a encontros indesejados com outros machos, o que poderá gerar lutas entre eles. Portanto desta forma estão mais susceptíveis de serem contaminados pelo vírus. Quando infectados, estes  alojarão o vírus para o resto da sua existência.

Obesidade

O excesso de peso é a alteração nutricional mais frequente nos animais de companhia, pois, cada vez mais os nossos animais de companhia têm uma vida sedentária, o que conjugado com o aparecimento de comidas muito saborosas e com alto teor energético leva a um desequilíbrio nutricional, podendo provocar a obesidade.

A obesidade pode provocar inúmeros problemas secundários, nomeadamente diabetes, problemas pulmonares, problemas cardíacos, problemas locomotores e articulares.

Todos estes problemas estão associados a uma diminuição da longevidade do animal, daí a importância do controlo do peso.


A Evitar:

- Dar restos
- Permitir que o animal peça comida
- Dar guloseimas
- Dar comida no intervalo das refeições
- Deixar comida à disposição
 

Os bons hábitos:

- Duas refeições diárias no mínimo
- Horário de refeição fixo
- Exercício Regular e Moderado
- Estimular os gatos a brincar

- Passeios com trela (alguns gatos gostam de passeios com trela)

 

PDK - Doença Policística dos Rins

A doença renal policística, conhecida como PKD, é caracterizada pela presença de cistos em todas as partes dos néfrons (Unidade funcional do rim, anatomicamente constituído por filtro, glomérulo e túbulos que levam a urina até à pelve renal), afectando ambos os rins. O desenvolvimento progressivo desses cistos modifica e remodela a arquitetura renal, alterando as funções fisiológicas e culminando na falência das atividades renais. Desde 1979 tem sido relatada a incidência dessa doença em gatos persas, himaláios e cruzamentos relacionados com persa. Os gatos afectados podem apresentar várias alterações, dentre elas azotemia, isostenuria, hiperfosfatemia, anemia não regenerativa (ou levemente regenerativa), acidoses metabólicas 3, que após um período de meses a anos, variável de animal para animal, atinge o grau de insuficiência renal crônica.

Como tratar?

Ainda não há cura para PKD. O tratamento existente visa minimizar os sintomas, sendo importante uma dieta específica, com moderada restrição de proteína - mas de alto valor biológico - e disponibilidade de água fresca. Conforme o caso é feito tratamento da anemia, uso de medicação anti-hipertensora e/ou quelantes de fósforo4 (medicamentos que possuem a função de se ligar ao fósforo, impedindo que vá para o sangue).

Teste de DNA para a PKD felina:

Princípio do Teste

No final de 2004 pesquisadores de três universidades dos EUA, Universidade da Califórnia, Universidade Estadual do Kansas e Universidade do Oklahoma, liderados pela pesquisadora Leslie A. Lyons, identificaram uma mutação associada à incidência de PKD felina. Essa mutação provocava o mau funcionamento de uma proteína chamada policistina, e foi detectada em 100% dos animais afetados pela PKD. A partir desse conhecimento foi possível desenvolver um teste para identificar tal mutação.

O que diz o teste:

A identificação da mutação é importante porque revela quais gatos são susceptíveis à PKD mesmo antes do aparecimento dos sintomas. A mutação é o único fator genético conhecido até hoje associado com elevado grau de certeza à PKD, por isso é fundamental sabermos quais são os gatos portadores. Outra questão, sobre a qual o teste não informa, é quando o gato portador desenvolverá a PKD. Lembre-se de que a PKD é uma doença com influências genéticas e ambientais. Infelizmente tanto os factores ambientais como outros possíveis determinantes genéticos ainda não são conhecidos.

 

PIF - Peritonite Infecciosa Felina

A PIF é causada por um vírus que infecta a cavidade abdominal, além do fígado, rins, sistema nervoso e cérebro, causando abcessos e infecção purulenta nesses locais.

A transmissão ocorre por contato do animal sadio com fezes de animais contaminados (principal forma de contaminação). A contaminação pela saliva e urina ainda não foi comprovada. .A transmissão pode ocorrer pelo uso comum das caixas higiênicas por um grande número de gatos, ou via amamentação de uma gata infectada aos seus gatinhos. A existência de animais doentes sem os sintomas da doença (gatos portadores) facilita a sua disseminação.

Os sintomas são : perda de apetite, emagrecimento, anemia, diarréia, febre constante, abdomen distendido, gânglios linfáticos aumentados.
O diagnóstico da Peritonite Infecciosa Felina é feito pelos sintomas e comprovado por teste laboratorial que detecta a presença de anticorpos específicos para o vírus da PIF (gatos que não tiveram contacto com o vírus não possuem anticorpos específicos).
O teste é feito pelo método da imunofluorescência indirecta, testando a presença de anticorpos contra o vírus e quantificando-os (título de anticorpos).

Animais com títulos superiores a 1: 1600 indicam infecção activa. Se esses animais tiverem sinais clínicos, devem ser submetidos à eutanásia. Animais com altos títulos e assintomáticos são portadores, devendo ser isolados e submetidos a tratamento para prolongar a sua vida. Os animais assintomáticos, mas com títulos suspeitos devem ser retestados periodicamente.

 
Uma vez constatada a doença, a expectativa de vida é de no máximo dois anos (nas formas mais suaves da doença), mas geralmente é rápida e fatal, mesmo com tratamento de apoio.
 

Não existe cura, o tratamento só prolonga a vida do paciente.

 

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